CEAM de Queimados ajuda mulheres em situação de vulnerabilidade

QUEIMADOS - O Centro Especializado no Atendimento à Mulher – CEAM – instalado em Queimados, comemora o balanço positivo dos cinco meses de atuação. O local ajuda mulheres em situação de vulnerabilidade a recomeçarem a vida. Em casos extremos, até com acolhimento em abrigo para proteger do agressor. A unidade atende toda a região, realizando assistência jurídica, psicológica e social. Em 99 dias de funcionamento o CEAM registrou 234 atendimentos, sendo um caso de porta de saída, onde a vítima é recolhida por risco iminente de morte, passa pelo abrigamento e consegue se livrar do agressor, podendo retornar a sua vida normal. O órgão funciona de segunda à sexta, das 9h às 17h, na Estrada do Lazareto, 85, no bairro Nossa Senhora de Fátima.

O sucesso do órgão se deve ao apoio das parcerias no município que encaminham os casos ao centro que acolhe e dá as orientações psicológicas e jurídicas. As mulheres vêm da assistência social, dos direitos humanos e até do Centro de Intérprete de Libras. O alto número de casos se deve ao fato de o centro atender aos municípios de Queimados, Japeri, Paracambi e Seropédica. As mulheres recebem todo o auxílio para sair da situação em que se encontram, inclusive com encaminhamento para abrigos que acolhem, gratuitamente, a vítima e seus filhos para dar a chance de uma vida normal. Tudo feito é de forma sigilosa. O órgão já vem colhendo os resultados, como conta a coordenadora Roseane de Almeida. “Tivemos a maior alegria em ver um dos casos atendidos por nós, solucionado. Uma usuária que vivia em cárcere privado e os filhos tendo que cumprir metas dadas pelo agressor para comer, foi acolhida por nós, teve todo o atendimento, morou no abrigo e conseguimos fazer com que o agressor fosse punido e afastado. Hoje ela já vive de volta perto de seus familiares e leva uma vida digna e normal”, frisou.

Uma das principais incentivadoras para a implantação do CEAM Queimados, a vice-prefeita e coordenadora executiva de Políticas Sociais do município, Marcia Teixeira, ressaltou a importância do órgão. "Quando um equipamento como o CEAM tem atendimento constante, temos um lado negativo e o outro positivo. O negativo é que existe atendimento porque mulheres estão sendo agredidas, e o positivo se deve ao fato de termos um equipamento à disposição. Ainda não conseguimos a cobertura que desejamos no município, devido aos altos índices de violência doméstica. Neste ano, através da coordenadoria executiva de políticas sociais, pretendo intensificar a comunicação entre as secretarias municipais e o CEAM, sobretudo a assistência social, saúde, educação e direitos humanos. Temos de trabalhar em conjunto para livrar nossa cidade da manifestação mais cruel que o machismo pode provocar, que afeta não só a mulher, como também os filhos", destacou.


Via PMQ
05/02/2015

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