Capoeiristas trocam de corda em Queimados

QUEIMADOS - Na roda da capoeira tem que ter habilidade, experiência, respeito e cordas. As cordas, que são amarradas na cintura, definem e indicam a graduação e o título do capoeira, adquiridos a partir dos treinos e do tempo. Na manhã do último domingo, 19, uma turma de 15 praticantes, do grupo Raízes da Resistência, trocou de corda e grau na Vila Olímpica de Queimados. Para comemorar a graduação, foi organizada uma roda de capoeira que contou com a presença de grupos da Baixada e oito mestres que vieram prestigiar o ponto alto da troca de cordas, a nomeação do agora mestre Nilton que foi treinado pelo mestre Comprido, líder do “Raízes”.

O secretário de Esporte e Lazer do município, Luiz Carlos Monteiro, destacou a qualidade do projeto que acontece na Vila Olímpica. “Tenho orgulho de ser parceiro do prefeito Max Lemos, que valoriza o esporte e investe tanto na área que torna possível oferecer esse nível de esporte gratuitamente na nossa sede. E ao apoiarmos a prática da capoeira, reforçamos o simbolismo da cultura de raízes africanas e mantemos viva a história que contribui para a diminuição da desigualdade racial”, destacou. Quem também esteve presente foi o secretário de Direitos Humanos e Promoção da Cidadania, José Ribamar que destacou o evento como avanço para as políticas públicas voltadas para a igualdade racial.

Mestre Comprido, explicou como se dá o processo da troca de cordas e comemorou formar o primeiro mestre do grupo. “O capoeira troca de corda de ano em ano, de acordo com sua assiduidade nos treinos e sua habilidade. Isso sinaliza o seu nível de conhecimento na arte e o habilita a lutar com os mais experientes, nessa troca linda de golpes, gestos e dança. Nosso grupo está explodindo de orgulho do agora mestre Nilton, que tem uma grande carreira na capoeira e chega hoje ao posto mais alto na arte. Ser mestre é, antes de tudo, entender que capoeira é uma arte e que nosso corpo se torna uma arma que não deve ser usada em lutas, apenas para a defesa. Foi o que eu recebi do mestre Raimundo e o que passei para o Nilton, que agora treinará outros na mesma filosofia”, frisou.

Arte de família

A cultura já começa a ser passada de geração em geração, como é o caso da pequena Izabel Alecrim, de apenas três anos, que encantou a todos com sua habilidade mesmo tão novinha. Coisa do DNA que veio do pai, o professor Monte. Assim como a família Ramos, que ama tanto a prática que levaram o pequeno Iago, de apenas um mês de vida, para o primeiro evento de capoeira. “O pai é apaixonado pela prática e a nossa filha mais velha, Ana Clara, também está se tornando. E o Iago já está no caminho e estamos o introduzindo para que ele ame a arte como o restante da família”, contou Bruna Pereira, mãe das crianças.

Prática

A Vila Olímpica de Queimados oferece aulas de capoeira gratuitamente em sua sede todas as quartas e sextas, às 17h. Os interessados podem procurar a secretaria que fica à Avenida Maracanã, s/n° – Vila Pacaembú. Telefones: (21) 3698-1188/ 1191.


Via PMQ
23/04/2015

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