Encontro discute políticas públicas para os autistas

QUEIMADOS - “Só quem tem um filho autista sabe a luta que é”. Essa era a fala de cada mãe que foi ao Cethid nesta segunda-feira (26/10), pela manhã, para uma reunião organizada pela secretária de Saúde de Queimados, Dra Fátima Sanches, com diversos profissionais para ouvir mães de crianças ou adultos autistas. O objetivo do encontro foi de conhecer as principais dificuldades que as famílias encontram no município para cuidar desse grupo. Mais de mil mães foram detectadas no último levantamento feito recentemente pela prefeitura. Uma nova reunião ficou agendada para o dia 7 de dezembro.

De acordo com a secretária Dr. Fátima Sanches, que apresentou há quatro anos na Câmara Municipal projeto de lei estabelecendo políticas municipais de atendimento aos autistas, o foco principal da iniciativa é chegar até as mães deles. “Precisamos olhar com carinho para estas pessoas que têm inúmeras dificuldades, desde o pediatra não chegar ao diagnóstico até a se locomover e cuidar de uma criança com uma patologia que causa incômodos. Mas, nos remetem a um olhar diferenciado em relação ao mundo, é preciso saber lidar e entender. Estamos aqui para tentar facilitar isso”, destacou a secretária.

Durante o encontro, três psicólogas e duas fonoaudiólogas que trabalham com autistas, mostraram interesse em colaborar. Outras duas mães de autistas contribuíram e mostraram a importância de se unir, a diretora administrativa do Cethid, Maria Deoterea, mãe de um autista de 30 anos, e a secretária municipal de Administração, Andreia Regylaine mãe de uma autista de 5 anos.

A ocasião foi importante para que as mães trocassem informações e expusessem suas maiores necessidades e dificuldades para que a secretaria analise que tipo de política poderá desenvolver na cidade. Mãe de um autista, Patrícia Rodrigues já chegou a mudar de residência e cidade diversas vezes para diminuir a dificuldade em tratar o filho. “Já rodei o estado inteiro, quantas vezes fui para longe só para me reunir com cerca de 3 mães. Me sinto agora com mais esperança ao ver uma autoridade interessada no assunto. Não é comum ver mobilização para este assunto”, expôs Patrícia.

Via PMQ
27/10/2015

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