Para dar um basta na violência doméstica

QUEIMADOS - Experiências de agressões em mulheres, palavras de incentivo e orientações sobre a lei Maria da Penha marcaram encontro pelos 16 Dias de Ativismo em Queimados

Uma roda de discussão realizada nesta quarta-feira (2) com as usuárias do Centro Especializado no Atendimento à Mulher (CEAM) de Queimados marcou as ações pelos "16 Dias de Ativismo" - projeto que envolve ações de combate à violência a mulher por todo o Estado do Rio de Janeiro -. Experiências de agressões vivenciadas pelas integrantes, palavras de incentivo e orientações sobre a lei Maria da Penha foram os pontos altos do encontro. À tarde, ainda foi realizado uma panfletagem no centro do município com informações sobre os serviços de atendimento à mulher em vigor na cidade.

O projeto percorrerá todo o estado até o dia 12 de dezembro e homenageia às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, que se posicionaram contrárias ao ditador Trujillo, ficando conhecidas como “Las Mariposas”, e sendo assassinadas em 1960, na República Dominicana. Hoje, cerca de 150 países desenvolvem esta campanha iniciada em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo. No Brasil, ela acontece desde 2003, por meio de ações de mobilização e esclarecimento sobre o tema.

Segundo o secretário de Direitos Humanos de Queimados, José Ribamar Dadinho, o trabalho contra a violência de gênero avança quando as mulheres se tornam emponderadas. “O Brasil já avançou muito em políticas públicas para as mulheres, mas precisamos divulgar mais os serviços. Em Queimados, o prefeito Max Lemos criou uma coordenadoria especialmente para atender as situações de vulnerabilidade feminina, além de toda a nossa rede de atendimento jurídico, psicológico, médico e de assistência social. O que precisamos é que cada mulher informe a outra para que juntos consigamos construir um futuro mais igualitário”, comentou.

Na roda de conversa, as mulheres carregaram cartazes com frases de impacto, como: “Eu só quero é ser feliz”, “Eu venci”, “Existem dois tipos de mulheres: as fortes e as que não descobriram a sua força”, entre outras. Um dos casos de superação que encontrou na rede pública municipal o apoio necessário para sair dessa situação foi a senhora X, que sofreu durante anos violência física e psicológica do marido e conseguiu se libertar através do serviço realizado no município. “Descobri que eu posso tudo e sou capaz de tudo, basta ter força de vontade. Agradeço a todos que me ajudaram e sei que vou conquistar muitas coisas e ser muito feliz”, contou.


Via PMQ

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