Ação combate o preconceito sobre contágio de hanseníase em Queimados

QUEIMADOS - A Prefeitura de Queimados realizou nesta segunda-feira (25) uma ação do Programa de Combate à Hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro. Em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase, equipes do programa realizaram o atendimento de cerca de 200 pessoas durante a manhã para a distribuição de informativos, identificar possíveis casos da doença e agendar consultas com dermatologistas que atendem todos os dias na Vigilância em Saúde. 

Aferição de pressão arterial, teste de glicose, pesagem do Bolsa Família, atendimentos dos programas de saúde DST/AIDS, tuberculose e de tabagismo da SEMUS também foram alguns dos serviços oferecidos durante a ação de saúde. A secretária municipal de Saúde, Drª Fátima Sanches, também fez alguns alertas: “Ao contrário do que muitos pensam, a doença tem cura e dificilmente leva a óbito, porém o tratamento é imprescindível e o quanto antes ele começar, menor o risco de incapacidades físicas”, explica. 

A dermatologista do programa, Drª. Milca Souza, explicou que a doença não é transmitida pelo contato físico, como muitos acreditam, e sim pelas vias respiratórias. “Ao longo da história as pessoas tiveram medo de ter contato com quem tem hanseníase, o que não faz sentido. O contágio não acontece pelo toque na pele, mas sim pela vias respiratórias”, destacou. 

Informação contra o preconceito 

A aposentada Maria José de Oliveira, de 70 anos, além de aproveitar a ocasião para aferir a pressão arterial, quis fazer uma boa ação. “Tenho uma amiga da igreja que tem hanseníase e todos lá acham que não podem encostar nela. Mesmo ela se tratando, vim pegar alguns panfletos para deixar lá no local para que todos fiquem informados sobre o assunto”, expôs a aposentada.

Sobre a doença

A hanseníase é uma doença infecto contagiosa que se manifesta através de lesões na pele, que sempre apresentam alteração de sensibilidade. Elas podem ser manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas, em qualquer parte do corpo. Os locais de maior incidência são no rosto, orelhas, costas, braços, nádegas e pernas. Os sintomas são caroços avermelhados ou acastanhados, áreas da pele que formigam ou pinicam e vão ficando dormentes, com diminuição ou ausência de dor, de sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

As pessoas que encontrarem qualquer tipo de mancha devem procurar o programa de hanseníase. O tratamento da doença dependendo do grau de avanço pode variar de 6 a 12 meses. Os atendimentos são realizados de segunda à sexta, das 8h às 17h, na Vigilância em Saúde (Avenida Irmãos Guinle, n° 673 – Centro). Os interessados podem entrar pelo telefone: (21) 2665-5815.

Via PMQ
27/01/2016

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