Solidariedade que rompe fronteiras

QUEIMADOS - Um gesto de solidariedade pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Foi o que aconteceu com o pequeno Maxuel Nascimento, de apenas 4 anos, morador de Queimados e paciente do Ambulatório de Genética e Núcleo de Doenças Raras da Prefeitura. Para conseguir realizar um exame de alta complexidade, o teste de triagem para mucopolissacaridose e, assim fechar, um diagnóstico preciso do tratamento do menino, era preciso desembolsar cerca de mil dólares. Tarefa impossível para uma família com a renda mensal que não chega nem a metade do valor? Não para o médico geneticista, Dr. João Gabriel Daher, que conseguiu apoio da iniciativa privada e colheu o exame do garoto nesta semana. O procedimento foi encaminhado para a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e, em seguida, será enviado ao exterior para análise.

De acordo com o médico, Maxuel tem suspeita de uma doença rara que acarreta em problemas motores, rigidez nas articulações, face grosseira, mãos em garras e baixa estatura. A tia, a dona de casa Maria Cristina Silva, de 44 anos, responsável pela criação do menino após o falecimento da mãe quando o menino tinha apenas seis dias de vida, começou o tratamento no ambulatório do Centro de Tratamento para a Hipertensão e Diabetes (CETHID), onde funciona o núcleo de doenças raras do município, após encaminhamento da pediatra da Clinica da Família do bairro São Jorge. “Eu nem imaginava que ele teria um tratamento assim digno de primeiro mundo, depois de uma consulta, por causa da hérnia que teve. A pediatra do posto perto da minha casa o encaminhou e sou muito grata por isso”, afirmou.

Segundo o geneticista Dr. João Gabriel, a doença é a provável causa da hérnia e que para tanto, é necessário tratar o quanto antes. Por isso, segundo ele, é necessário pressa em realizar o diagnóstico com o exame que irá verificar a enzima que falta no corpo da criança. “Com doença rara deve-se ficar sempre atento e diagnosticar o mais rápido possível, nem que para isso tenhamos que buscar recursos como fizemos. O exame deve ser enviado à Alemanha, referência no segmento, para que tenhamos um diagnóstico preciso e continuar o tratamento da melhor forma”, explica o médico.

Esperança de mudança de vida

Além de Maxuel, outras 200 famílias já foram atendidas no ambulatório que cuida de doenças genéticas raras no município. Elas vêem no espaço uma esperança de mudar de vida. Na Baixada Fluminense, este tipo de tratamento só é oferecido em Queimados e Belford Roxo. “A maioria das doenças raras têm origem genética e muitas ainda não possuem a cura conhecida. Precisávamos investigar a fundo e ajudar essas famílias de alguma forma, pois os tratamentos costumam ser complexos e caros. Aqui, estamos oferecendo de graça e mudando a vida das pessoas”, destacou o prefeito Max Lemos.

Para ser atendido no núcleo de doenças raras da Prefeitura é necessário comparecer ao CETHID munido de cartão do SUS e comprovante de residência. As consultas acontecem a cada 15 dias e a próxima será dia 16/4. O Cethid fica localizado na Rua Onze s/n, no bairro Vila Pacaembu e funciona de segunda a sexta das 8h às 17h.


Via PMQ
10/05/2016

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