Queimados alfabetiza cerca de 160 idosos

QUEIMADOS - Nunca é tarde para aprender. Motivados por este lema, cerca de 70 dos 160 alunos que concluíram o projeto MOVA-Brasil de Queimados, participaram, nesta terça-feira (02), da formatura de conclusão do curso de alfabetização de idosos, que teve a duração de seis meses e levou muita emoção a professores, coordenadores, convidados e formandos que estiveram presentes no CELTI (Centro de Esporte e Lazer da Terceira Idade), local da cerimônia. A formação foi realizada pela Prefeitura de Queimados, através Secretaria Municipal da Terceira Idade, em parceria com o Instituto Paulo Freire. Os secretários de Fazenda, Carlos Vilela e de Direitos Humanos e Promoção da cidadania, Ribamar Dadinho, também participaram do ato.

E para muitos, a caminhada em busca do conhecimento não para nesta etapa. Com o diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), os formandos destas turmas serão encaminhados pela Secretaria Municipal de Educação para o “Educação de Jovens e adultos” (EJA), que visa levar o ensino médio para aqueles que não tiveram acesso à escola e, consequentemente, deixaram de concluir os estudos. Outros irão para o Curso de Geração de Renda.

O Secretário Municipal da Terceira Idade, José Alves de Carvalho (Dequinha), disse da emoção em participar da cerimônia de formatura: “A alegria em ver pessoas que passaram tantas dificuldades para concluir o curso é imensa. Agradeço a todos envolvidos e ao prefeito Max Lemos por conceder a oportunidade de realizarmos o sonho de tanta gente”, finalizou. O Secretário Municipal de Fazenda, José Carlos Vilela, também participou da atividade e disse que os formandos são exemplos para uma sociedade que busca mais igualdade: “Vejo em pessoas que buscam não cessar o aprendizado, mesmo em idades mais avançadas, uma lição de perseverança e luta. Como todas as dificuldades que enfrentaram, chegar até aqui é um grande privilégio. Atitudes de quem busca um país melhor”, disse emocionado.

"Terminar o curso é uma grande alegria"

Muito mais que um diploma, para dona Marina Ferreira da Costa (81), moradora do bairro Fanchen, a conclusão do curso foi uma vitória pessoal. Criada no interior, começou a trabalhar muito cedo e sua tentativa de estudar foi obstruída pela truculência dos docentes na época: “Eu trabalhava muito com meu pai na roça, e quando tentei ir para a aula, os professores batiam na gente, aí eu desisti de vez. Mas agora, mesmo com muita dificuldade, consegui terminar o curso e para mim é uma alegria imensa”, finalizou.


Via PMQ
03/11/2014

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