Moradores reclamam de abandono do poder público na UPA de Queimados

QUEIMADOS - A equipe do Jornal Folha da Baixada foi chamada na manhã desta quinta-feira (17) até ao município de Queimados na Baixada Fluminense, para ouvir a reclamação da população perante as condições da UPA da cidade, que está em situação de abandono.

As reclamações são diversas, porém a demora no atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo eles, a justificativa dada pela unidade é a falta de médicos para atender a demanda. Devido a isso, muitos pacientes foram mandados de volta para casa.

A atendente que não quis ser identificada falou que os atendimentos são feitos conforme os casos de urgência e emergência.

Ainda segundo os moradores que aguardavam atendimentos no local, mais de 40 pessoas esperam desde cedo por uma consulta. Carla Silva, 21, disse que aguardou na tarde de segunda-feira (14), mais de 5 horas para ser atendida.

Ela relata que há vários dias busca atendimento no local, porque está com febre e dores pelo corpo. "Com essa onda da zika vírus, não sei ao certo se é ela ou não. Por isso, vim buscar atendimento, só que somos refém do sistema. Porque só tinha dois médicos na unidade".

Inconformado, o morador do bairro Valdariosa, Douglas de Carvalho, 29, relatou que chegou na UPA por volta das 11 horas, mas que até as 14 horas não havia sido atendido ontem por um especialista. “Isso é uma falta de respeito com o cidadão, tem gente esperando a manhã inteira, e eles não nos atendem, apenas fazem a triagem”, conta.

O motorista Bruno Gonçalves, 38, foi obrigado a retornar para casa, sem conseguir o devido atendimento para a sogra de 55 anos, que, depois de sofrer um acidente doméstico, conta que está com muita dor de cabeça. “É uma situação complicada porque ela é idosa e estava sentindo fortes dores. Já que não conseguimos atendimento aqui na UPA, vamos tentar no Pronto Socorro em outro município”, lamenta.

As dificuldades enfrentadas por moradores no sistema público de saúde não se limitam apenas a UPA de Queimados, em vários cantos da Baixada o cenário é quase que o mesmo.

A Yolanda Gomes, 35, disse que está na mesma situação que quase que todos que estavam ali aguardando atendimento, O Ar condicionado nem funciona e todos ficam neste calor insuportável", questiona.

Silvia Mendes, 29, também estava na UPA desde às 7h da manhã. Os sintomas eram de gripe, com dor no corpo, na cabeça. Lá pelas 11h, ou seja, cerca de 4 horas de espera, ela também tentou alguma explicação sobre a demora no atendimento, e o que recebeu foi uma resposta atravessa de uma enfermeira. "Ela disse que não tinha outro jeito, que eu deveria esperar, porque está lotado", conta.

Indignada com a situação, Silvia questionou: "Cadê os médicos: Desde que estou aqui só vi um, o outro chamou um paciente só e nunca mais", denunciou.

Nossa Equipe esteve na unidade, constatou pacientes deitados no chão e o Calor que não dava para aguentar.

Até o momento do fechamento desta matéria a Prefeitura não se manifestou sobre o caso.

Fonte: jornal Folha da Baixada
17/03/2016

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